Canto do livro
Maricá (RJ) - Ano VII - N° 96 - Março / 2010 - Leitores & Livros ©

 

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"A leitura de um grande livro é muito mais rica que assistir a um grande filme"
Steven Spielberg

Século XXI

 
2007  - Morre em janeiro, aos 89 anos, o norte-americano Sidney Sheldon, considerado o autor mais traduzido do mundo pelo Guinness com 18 livros traduzidos em línguas de 180 países e mais de 300 milhões de exemplares vendidos desde sua estréia em 1970 com “A outra face” que chegou à lista de best-sellers e à marca de 3,1 milhões de cópias.
 
2004 - Maricá, na Região dos Lagos fluminense, então com aproximadamente 70 mil habitantes, ganha, em maio, sua primeira livraria em 190 anos: a Canto do Livro.

2001 - É lançado, em junho, o site Leitores & Livros.
Criada por pequenas e médias editoras a Primavera dos Livros, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.
 

Século XX

 
1999 - Surge, em abril, no Rio de Janeiro o jornal Leitores & Livros dedicado a divulgar informações sobre o livro e a leitura, que teria edição impressa regulamente até 2005.

1992 – Realiza-se, na Biblioteca Nacional, o seminário A Economia Política do Livro, durante o qual foi anunciada a criação da Câmara Setorial do Livro, pelo Secretário da Cultura, Sérgio Paulo Rouanet.

1990 - O decreto presidencial nº 99.442 outorga à Biblioteca Nacional o status de Fundação e cria o Departamento Nacional do Livro.

1986 – Inaugurada a I Mostra do Livro de Arte Brasileiro, no Rio de Janeiro, exibindo obras sobre Guignard e neoconcretismo.

1985 – Instala-se em São Paulo o II Congresso Brasileiro de Escritores.


1983 - Nos salões do Hotel Copacabana Palace, é montada a I Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

1977 – Começa a circular a revista Leia Livros, em São Paulo, por iniciativa do editor Caio Graco Prado, da Editora Brasiliense. A revista deixa de circular em 1990.

1976 – Foi proibido em todo o país o romance Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, editado pela Artenova. Quando da proibição pelo governo militar, as livrarias já tinham 30 mil exemplares.

1974 – Lançado na Itália, pela Feltrinelli, o romance “Zero”, de Ignácio de Loyola Brandão. Proibido pela Censura, durante o governo militar, o livro ainda não tinha edição brasileira.

1972 – Uma ampla campanha publicitária e uma tiragem de 100 mil exemplares marcou o lançamento, no Rio, do romance Tereza Batista Cansada de Guerra (Editora Record), de Jorge Amado.

1970 - O Conselho Federal de Cultura publicou parte da “Viagem Filosófica” (l775-l786), de Alexandre Rodrigues Ferreira, o primeiro grande estudo científico sobre a Amazônia, que por mais de duzentos anos ficou esquecido. Apesar de publicado também, em 1992, o álbum “Amazônia”, a maior parte dos manuscritos permanece inédita.

1969 - Apreendido, por ordem do ministro da Justiça, Armando Falcão, o livro “Noites de Amor”, de Brigitte Bijou.

l968 – O romance “Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos,  apesar de massacrado pela crítica, vai se tornar um dos maiores sucessos da história editorial brasileira, com mais de 5 milhões de exemplares vendidos.

l963 – Surge o livro “A revolução da chibata”, de Edmar Morel, sobre a rebelião dos marinheiros (1911) da armada brasileira, sob o comando do marujo João Cândido. Ao relatar a disciplina excessivamente rigorosa que reinava a bordo, o livro provocou a ira do Ministro da Marinha, daí resultando sua proibição e apreensão pela censura, no ano seguinte. O autor também foi vítima de perseguições.

1960 – É inaugurada a Primeira Bienal do Livro de São Paulo (SP).

1958 – É fundada, em São Paulo, a União Brasileira de Escritores, com a finalidade de defender os direitos dos escritores.

1957 – O Instituto Nacional do Livro promove uma reunião de editores, livreiros e escritores para debaterem os principais problemas do livro no Brasil. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, a indústria gráfica cresceu 143,3%, as tarifas postais para o livro foram reduzidas e a indústria livreira ficou isenta de todos os impostos, exceto o de renda.
Comemora-se, pela primeira vez, oficialmente, o Dia do Livro, na data do aniversário do seu patrono, Monteiro Lobato. É inaugurada a primeira Feira do Livro do Rio de Janeiro (RJ).

1955 – Surge a primeira feira de livros no país em Porto Alegre.

1949 - Lançado no Rio de Janeiro por Elysio Conde, com os irmãos João e José, o “Jornal de Letras”.

1948 – Lançado o romance “Presença de Anita”, de Mário Donato, é o grande sucesso do ano, com 50 mil exemplares vendidos em dez edições.

1946 – Entra em circulação, no Rio de Janeiro, o suplemento literário do jornal “A Manhã”, intitulado “Letras e Artes”, que circularia até l954.

 1945 – Começa em São Paulo o I Congresso Brasileiro de Escritores. Participaram, dentre outros, Graciliano Ramos, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Caio Prado Junior, Oswald de Andrade e Monteiro Lobato. Na declaração de princípios, os escritores defendem “a legalidade democrática como garantia de completa liberdade de expressão do pensamento”.

1942 – Começou a circular, no Rio de Janeiro, a revista “Leitura”, que seria editada até 1968.
Aceito para publicação pela editora A Noite o romance “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector, então com 22 anos, que foi obrigada a abrir mão dos direitos autorais.

1941 – Sentenciado pelo Tribunal de Segurança Nacional a seis meses de prisão o escritor Monteiro Lobato. Motivo: publicação do livro “O Escândalo do Petróleo” (l936) e as contínuas denúncias de que a ditadura do Estado Novo estava ocultando a existência de petróleo no Brasil.
A Editora Globo oferece à escritora Pearl S. Buck 10% sobre o preço de capa pela tradução de The good Earth (“A boa terra”).

1938 – O livro “Sagarana”, de João Guimarães Rosa, foi recusado pelo editor José Olympio. Oito anos depois foi publicado pela editora Universal, se tornando um dos grandes livros da literatura brasileira.
É lançado o livro de poemas “Amo!”, do acreano J. G. de Araújo Jorge, que chegaria nas décadas de 50/60 a ter 13 edições, todas com dez mil exemplares. O sucesso do poeta e a popularização de sua obra se deveu ao programa de rádio “Encontro com a Poesia”, patrocinado por uma empresa de cosméticos. A tiragem de todas as suas obras, no total de 30 volumes, superou um milhão de exemplares. O romance “Um besouro contra a vidraça” chegou a oito edições e uma edição em livro de bolso vendeu 50 mil exemplares.
   
1937 – O escritor Mário Raul de Morais Andrade recebe  700 mil réis de direitos autorais pela  segunda edição de “Macunaíma”, editado pela  José Olympio.

1936 – É preso pela polícia, em sua residência em Maceió (AL), o escritor Graciliano Ramos. Transferido para o Rio de Janeiro, seria internado num presídio.

1932 – O editor Octalles Marcondes Ferreira, dono da Companhia Editora Nacional, de São Paulo, adquire a Civilização Brasileira, do Rio de Janeiro. No ano seguinte, a Civilização lança as obras completas de Joaquim Nabuco, mas somente se tornaria uma grande editora a partir de l951, com a entrada de Ênio Silveira.  

1932 – O primeiro livro de Érico Veríssimo, “Fantoches”, tem uma tiragem de 1.500 exemplares, vende apenas 400, mas acaba dando lucro. O restante do estoque foi destruído num incêndio, mas a edição estava no seguro e a editora recebeu o dinheiro da seguradora.

1930 – O poeta Augusto Frederico Schmidt funda a Livraria Católica, no Rio, que mais tarde se transformaria em Livraria Schmidt Editora, lançando o estreante Marques Rebêlo, em “Oscarina”, uma coletânea de contos. A editora ainda marcaria a estréia de outros autores: Octavio de Faria, José Geraldo Vieira, Rachel de Queiroz (“João Miguel”), Graciliano Ramos, Gilberto Freyre (“Casa-Grande & Senzala”), Amando Fontes, Luiz Martins e Lúcio Cardoso.
Inaugurada no Rio de Janeiro (RJ) a Casa de Rui Barbosa.

1928 – São impressos 800 exemplares do romance “Macunaíma”, de Mário de Andrade, nas Oficias Gráficas de Eugenio Cupolo, em São Paulo (SP).
1926 – Taxado por lei do Congresso Nacional com um imposto de $110 por quilo o livro importado. A lei isentava os livros didáticos e científicos editados em Portugal.

1924 – Pedida a apreensão do livro “Mlle. Cinema”, de Benjamin Costallat, já em terceira edição. O livro foi apreendido por imoralidade e o autor convocado a depor na policia.

1924 – É publicado o romance “Mme. Cosmópolis”, anunciado como uma obra audaciosa e crua, e vetado pelo próprio pai do escritor Oswald Beresford, que suicida-se, com um tiro na cabeça, no Rio de Janeiro (RJ). O pai, rico proprietário de Sorocaba (SP), manda queimar os exemplares já impressos.
Apreendido pela polícia o romance “Os Devassos”, de Romeu Avellar, sob acusação de pornografia. O gerente da Livraria Leite Ribeiro, Dr. João Lapenda, foi preso em flagrante quando vendia um exemplar do livro.

1922 – Com uma subscrição, enfim é publicado o romance “Ulisses”, de James Joyce, em Paris, com tiragem de penas mil exemplares.
 
1921 – Editado por Monteiro Lobato seu livro infantil “A Menina do Narizinho Arrebitado” com tiragem de 50.500 exemplares, dos quais 500 foram distribuídos para as escolas. O então governador de São Paulo, Washington Luís, vendo o interesse das crianças pelo livro, perguntou a Lobato quantos exemplares ele poderia entregar ao governo. “Quantos quisesse, respondeu Lobato. Dez, vinte, trinta mil...”. Washington Luís, considerando a resposta uma brincadeira, pediu trinta mil. No dia seguinte a encomenda foi entregue.  
A Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro (RJ) começa a publicar “Feiras e Mafuás”, de Lima Barreto.

1920 – Arrematados os exemplares encalhados do romance “Numa e a Ninfa”, de Lima Barreto, publicados por Irineu Marinho, em 1917. O editor Francisco Schettino relançaria a obra com nova capa e novo preço, acrescentando a seguinte chamada: “Romance sugestivo de escândalos femininos”. Ainda assim o livro teve poucas vendas.
  São Paulo registra neste ano 20 casas editoras, movimentando um capital de 3.500 contos, com 203 obras lançadas e 901 mil exemplares (pouco mais de 2/3 da tiragem são livros didáticos).  “Alma cabocla”, de Paulo Setúbal, vendeu 6 mil exemplares, e “Urupês”, de Monteiro Lobato, 8 mil exemplares.

1917 - Manuel Bandeira publica, nas oficinas do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, seu primeiro livro de poemas “A Cinza das Horas”, com uma tiragem de 200 exemplares. 

1914 – É lançado o livro “Nossa Pátria”, de JH. F. Rocha Pombo, que chegou a ter mais de 60 edições.

1913 – Aprovado, pela justiça do Rio de Janeiro, o direito pleiteado pelo escritor João do Rio de apreender e incinerar a totalidade da edição de seu romance “A Profissão de Jacques Pedreira”, publicado com excesso de erros e alterações pela Editora K . B . Garnier

1909 – Lima Barreto escreve ao editor A. M. Teixeira, de Lisboa, propondo, como único pagamento de direitos autorais do seu romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, o envio gratuito de 50 exemplares da obra. Segundo testemunha da época, o editor publicou a obra, mas não enviou os livros.

1908 – O Decreto-Lei nº 93 criou o Instituto Nacional do Livro
João Paulo Alberto Coelho Barreto, conhecido como João do Rio, publicava “O momento literário”, o primeiro livro a registrar entrevistas com os autores brasileiros. 

1907 – Assinado o Decreto nº 1825, que instituiu o Depósito Legal: todos os livros,folhetos e periódicos editados no Brasil devem deixar uma cópia na Biblioteca Nacional.

1905 – A Academia Brasileira de Letras realiza, no novo edifício Silogeu Brasileiro, na Rua Augusto Severo (antiga Praia da Lapa), sua primeira sessão.


1902 - “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, é lançado e vende três edições, num total de 10 mil exemplares, em sete anos.

1901 – Solicitado a ceder os direitos de seus livros para a tradução em francês, Machado de Assis escreve em carta: “(...) Não posso autorizar a tradução, porquanto a propriedade das minhas obras está transferida ao Sr. Gamier, de Paris, com todos os respectivos.
Com o nome de Oficinas Gráficas da Revista Vozes de Petrópolis, é inaugurada em Petrópolis (RJ) a Editora Vozes, a segunda mais antiga do Brasil ainda em atividade.

 

Século XIX

 
1898 – É promulgada a Lei 493, conhecida como “Lei Medeiros”, por ter sido apresentada pelo Deputado Medeiros e Albuquerque. Foi a primeira lei, no Brasil, a definir e garantir os direitos autorais para obras impressas literárias, científicas e artísticas.

1896 – Foi fundada a Academia Brasileira de Letras, por iniciativa de Machado de Assis, Joaquim Nabuco e Lúcio de Mendonça.
Concluído o romance “Flor de Sangue”, de Valentim Magalhães, que seria publicado pela Laemmert com a mais inusitada das erratas “..à página 285, 4a. linha, em vez de  “estourar os  miolos”, leia-se “cortar o pescoço”.

1896 – A livraria Quaresma lança o romance “A Mulata”, de Carlos Malheiro Dias, um êxito popular, esgotando-se rapidamente duas edições, mas um dos melhores romances naturalistas publicados no Brasil é considerado escandaloso na época.

1895 – Sai o primeiro número da revista A Cigarra, tendo como redator Olavo Bilac. Eram colaboradores Filinto de Almeida, Arthur Azevedo, Coelho Neto, Emílio de Menezes, João Ribeiro, entre outros.

1893 – Apreendida a edição de “A ilusão americana”, de Eduardo Prado, depois de ter todos os exemplares vendidos nas livrarias paulistas no primeiro dia de lançamento. No dia seguinte, a Polícia proibia a venda e recolhia na gráfica todos os exemplares, postos numa carroça puxada a burro.

1892 – É fundada, em Fortaleza, a Padaria Espiritual (l892-l898), sociedade literária com forte tendência experimental, com alguns trabalhos surpreendentes para a época. Seu distintivo era uma espiga de trigo cruzada por uma pena.

1889 – O romancista cearense Oliveira Paiva publica em folhetins de jornal seus dois romances mais conhecidos, “Dona Guidinha do Poço” e “A Afilhada”. As obras ficaram perdidas por muito tempo, mas descobertas por Lúcia Miguel Pereira foram publicadas em livros apenas em 1950.

1888 – Concluída por Sílvio Romero a “História da Literatura Brasileira”, com a colaboração do escritor João Ribeiro. É a primeira grande história da literatura nacional e a obra mais importante do polêmico crítico.

1884 – O Barão de Santa-Anna Nery termina o livro “Le Pays dês Amazones”, um dos primeiros estudos sobre a região amazônica escrito por autor brasileiro e publicado em janeiro de l885, pela editora Finzine et Cie., de Paris.

1881 – Foi iniciada a série de exposições do acervo da Biblioteca Nacional com a Exposição de História do Brasil, organizada por determinação de d. Pedro II, que, encerrada em 2 de janeiro de 1882, teve o seu catálogo transformado na primeira grande bibliografia brasileira. Outra grande exposição como essa só ocorreu em 2000.

1880 – A Revista Brasileira completa a publicação, em folhetim, do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Os capítulos começaram a ser publicados no dia 15 de março.
A Biblioteca Popular de São Luís (MA) fecha as portas por falta de verbas. Era a manifestação pública da decadência da cidade que outrora fora chamada de “A Atenas Brasileira”.

1876 – Encerrada a publicação, em folhetim, no Diário de Santos, do romance “O Cacaulista”, de Inglês de Sousa.

1875 – Surge o romance “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães, que se tornaria após seu centenário um sucesso de televisão (l976). Foi o maior sucesso brasileiro da história das telenovelas, tendo sido apresentada em mais de 30 países.
É publicado “O Doutor Benigno”, primeiro romance brasileiro de ficção cientifica, mas escrito pelo português Augusto Emílio Zaluar.
Aparecem em Ouro Preto (MG), em opúsculo assinado B.G., os poemas eróticos “O Elixir do Pagé” e ‘A Origem do Mênstruo”. As iniciais são do poeta Bernardo Guimarães.

1874 – O poeta maranhense Sousândrade imprime em Nova Iorque, onde moraria por cinco anos, suas “Obras Poéticas”.

1872 - A primeira edição de “Inocência”, do Visconde de Taunay, repleta de erros e interpolações, foi impressa pela Typografia Nacional, gráfica oficial.  O romance só vai ter mesmo sucesso a partir de l884, com a edição exemplar, revista pelo autor e impressa pelo editor Leuzinger, em elegante volume. É ainda hoje um dos livros mais lidos da literatura brasileira.

1868 – Joaquim Manuel de Macedo encerra a publicação, na “Semana Ilustrada” (RJ), do romance “A Luneta Mágica”.

1867 – Perdigão Malheiros termina de escrever “A Escravidão no Brasil”, em dois volumes, que levou quatro anos para escrever.

1865 – Chega às livrarias “O Manual Prático da Agricultura Intertropical”, enriquecendo o catálogo da famosa Casa Editora Garraux, do Rio de Janeiro, ao preço de 5$000. O mesmo catálogo anunciava “O Novo Manual de Bom-Tom, contendo moderníssimos preconceitos de civilidade, polidez, conduta e maneiras em todas as circunstâncias da vida” a 2$000 o exemplar.

1859 – Surge  “As primaveras”, de Casimiro de Abreu, publicado um ano antes de sua morte às custas do apoio financeiro do pai comerciante, se torna o livro de poesias mais conhecido no país.

1857 – Termina a impressão, pela gráfica do Diário do Rio de Janeiro, da edição em livro do romance “O Guarani”, de José de Alencar. Publicado em folhetim no Correio Mercantil, do Rio de Janeiro, logo se transformou num imenso sucesso. Numa época de pouco intercâmbio cultural entre o Rio de Janeiro e São Paulo, os exemplares do jornal com o fascículo do folhetim eram disputados pelos leitores paulistas na própria Estação da Luz. É o romance mais vendido da literatura brasileira em todos os tempos.

1856 – É apresentado à Câmara dos Deputados o primeiro projeto sobre propriedade literária por Aprígio Justiniano da Silva Guimarães, jurista formado no Curso Jurídico de Olinda.

1855 – O Imperador Pedro II manda imprimir, às expensas da Mordomia Imperial, o poema “A Confederação dos Tamoios”, de Domingos José Gonçalves de Magalhães.

1854 – Adquirida pelo Governo do Império do Brasil a valiosa livraria do italiano, residente em Buenos Aires, Pedro d’Angelis, que passa a integrar a Biblioteca Nacional.

1849 – Aparece o livro de poemas “Rosas e Goivos”, do estudante José Bonifácio, o Moço. É uma das primeiras obras poéticas impressas em São Paulo. O autor não faria carreira literária, mas política, tornando-se Ministro da Marinha do Império.



1848 – Instalada nas oficinas gráficas do editor Paula Brito uma impressora mecânica, considerada então “a maior do Brasil”.

1845 – Os censores do Conservatório Dramático do Rio de Janeiro recebem a seguinte Resolução Imperial: “Nos casos em que as obras peccarem contra a castidade da língua, e aquella parte que é relativa á Orthoepia, deve-se notar os defeitos, mas não negar a licença.”

1844 – Surgia “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, o maior sucesso literário brasileiro de todos os tempos.
Chega ao Rio de Janeiro, o livreiro francês B.L.Gamier, que teve um papel importante no desenvolvimento da indústria editorial do Brasil. Foi dos primeiros editores do país e sua livraria Garnier se tornou ponto de encontro dos intelectuais da época.

1843 – É publicado o primeiro romance de autor brasileiro: “O Filho do Pescador” , de Teixeira e Souza, nascido em Cabo Frio (RJ). O editor é Paula Brito, com quem pela primeira vez o escritor nacional poderia almejar ser editado em livro e ser pago por isso.

1840 – Reuniu-se pela primeira vez a Sociedade Petalógica, na livraria de Francisco de Paula Brito.

1838 - Criado por decreto imperial o Arquivo Público, hoje Arquivo Nacional.
Os brasileiros já dispõem de traduções de “Ivanhoé”, “Os puritanos da Escócia” e “O Talismã”, todos do inglês Walter Scott.
1837 – As livrarias aumentam a oferta de traduções de romances, novelas e contos.

1836 – O jornal “O Chronista” inicia a publicação de contos de autores estrangeiros.
A tipografia Villeneuve& C. oferece “novelas novmanete publicadas” a partir de 160 réis.

1835 – Fundada em Salvador (BA) a livraria Catilina, a primeira livraria do Nordeste do Brasil. Também imprimia livros, tendo contado, entre os seus editados, com Rui Barbosa, Xavier Marques, Coelho Neto e outros.

1832 – Inaugurada na Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro (RJ), a filial da livraria parisiense “E. Mongie”, durante muito tempo considerada a melhor da cidade.

1831 - Paula Brito abre sua primeira livraria na Praça da Constituição, 51 (Praça Tiradentes), onde instala uma papelaria e uma oficina de encadernação, mas onde também se vende chá. O local foi uma referência para a elite cultural da época. “Ir ao Paula Brito era obrigação do rapaz ambicioso do tempo que quisesse conhecer os políticos e os escritores em evidência” (Teixeira Soares, Machado de Assis, 1936). A livraria de Paula Brito reuniu o movimento romântico dos anos 1840-1860. A partir de 1835, imprimiu os primeiros cinco livros da sua editora Typographia Fluminense com produção de até 14 títulos anuais. Paula Brito também  aboliu o costume do autor custear a edição do próprio bolso. “Paula Brito foi o primeiro editor digno desse nome entre nós” (Machado de Assis).
  
1827 – O jornal “Farol Paulistano” publica um conto do francês André Lesage, dando início ao jornalismo literário que atrairia a leitura entre as famílias de classes alta e média. Os jornais não ficariam mais restritos aos assuntos políticos.

1815 – Publicado pela Impressão Régia, Rio de Janeiro, o folheto popular “História da Donzela Teodora”, que a literatura de cordel iria popularizar no final do mesmo século com versões diversas.
Foi o lorde Strangford, ministro da Inglaterra, o primeiro ladrão de livros na Biblioteca Nacional, ao receber concessão de d. João VI para ler um dos dois exemplares de “O Cancioneiro” e “Blasonero”, exemplar único, o lorde foi para Londres sem devolver os livros. A biblioteca nunca mais soube dos livros. 
  
1811 – É franqueada ao público, ainda que de maneira seletiva, a Real Biblioteca, depois Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, antes aberta apenas para a nobreza. Também aberta ao público a Biblioteca Pública da Bahia, a primeira do gênero a funcionar no Brasil.
Aberta ao público a Biblioteca Pública da Bahia, a primeira do gênero a funcionar no Brasil.

1806 – Inaugurada a primeira livraria do Recife por João Cardoso Aires, na antiga Rua da Cadeia Velha, que ficou aberta por quase 65 anos.

 

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